•♥Fotos e Curiosidades♥• 
Feb
20
By: Pink | Discussion (7)

albumdasemana_18_02_2008_f_007.jpg

Sapão!!

Washington, 18 fev (EFE).- Paleontólogos descobriram em Madagascar um fóssil de um sapo gigante que mede 40,6 centímetros e pesa 4,5 quilogramas, e que viveu há cerca de 70 milhões de anos entre os dinossauros na África, segundo um artigo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy of Science”.

O sapo, com uma couraça grossa e com dentes, foi um anfíbio tão extraordinário que inclusive pode ter chegado a devorar dinossauros recém-nascidos, segundo os paleontólogos.

Por suas características tão excepcionais, os cientistas, liderados pelo paleontólogo David Krause, da Universidade Stony Brook, o denominaram “sapo diabólico”.

Os pesquisadores, que descobriram os ossos do sapo gigante no noroeste de Madagascar, acreditam que este anfíbio pertence à família de sapos que hoje em dia vive na América do Sul.

“Este sapo, se tinha os mesmos costumes que os sapos da mesma família de anfíbios na América do Sul, era bastante voraz. É inclusive possível que tenha devorado mamíferos, rãs menores e, levando em conta seu tamanho, até alguns dinossauros”, explicou Krause.

O paleontólogo encontrou pela primeira vez em 1993 ossos de rã extraordinariamente longos em Madagascar, uma área na qual já havia achado anteriormente fósseis de dinossauros e de crocodilos.

Mas só agora a equipe do cientista conseguiu acumular peças suficientes para reconstruir o sapo, e analisar seu peso e suas medidas.

Os fósseis do sapo datam do fim do período Cretáceo, entre 65 e 70 milhões de anos atrás, aproximadamente.

A equipe de Krause, que deu ao sapo o nome científico de “Beelzebufo ampigna”, trabalha com especialistas da University College de Londres para determinar que sua descoberta não pode ser relacionada com outros sapos da África.

Com suas características, o “Beelzebufo” pode ter sido o maior sapo a ter habitado a face da Terra, afirmam os paleontólogos.

Os cientistas determinaram que o sapo gigante poderia pertencer à família dos rãs ceratophrys da América do Sul.

A descoberta dos vínculos familiares do sapo gigante com anfíbios similares na América do Sul lança uma dúvida sobre as teorias do deslocamento dos continentes, indica Krause.

As teorias indicam que o que hoje é Madagascar foi separado da América do Sul pelo oceano durante a era em que o sapo gigante teria vivido.

“Mas as rãs não podem sobreviver durante muito tempo em água salgada”, disse o paleontólogo.

Por isso, a descoberta dos cientistas prova, segundo Krause, que havia alguma conexão terrestre com a América do Sul naquela época, talvez através da Antártida, então muito mais quente do que é hoje.